Da agenda mundial, aí incluida, além dos povos e das comunidades humanas, o próprio Planeta, devem fazer parte os seguintes problemas:
1- A vasta questão ambiental.
2- O problema alimentar
3- A problemática complexa e profunda da Tecnologia e dos múltiplos e delicados efeitos que ela suscita, nomeadamente na condição humana, em geral
4- O multiculturalismo e a convivência humana à escala planetária.
A abordagem global e específica destes problemas impõe uma revisão profunda dos métodos e dos processos políticos - já que é de «Política» que se trata.
domingo, 12 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Os acontecimentos na China
Confrontos com as forças de segurança e de repressão chinesas, por ocasião dos protestos de milhares de chineses contra o regime estiveram na origem de mais de uma centena de mortos e de feridos, para além de muitas prisões.
De acordo com as informações, estas manifestações populares contra o regime seriam suscitadas pela Internet, a partir de movimentos organizados de oposição à ditadura chinesa, alguns deles no exílio.
Um aspecto curioso é que, ainda segundo as agências de informação, as autoridades de pequim estaraim a fazer esforços para bloquear a Internet, verdadeira plataforma a partir da qual operariam os oposicionistas.
Este facto vem revelar a importância cada vez maior da Rede Global nas estratégias de oposição ao regime político , nomeadamente na mobilização das pessoas. Não admira, por isso, as preocupações do regime quanto ao seu controle e bloqueamento.
De acordo com as informações, estas manifestações populares contra o regime seriam suscitadas pela Internet, a partir de movimentos organizados de oposição à ditadura chinesa, alguns deles no exílio.
Um aspecto curioso é que, ainda segundo as agências de informação, as autoridades de pequim estaraim a fazer esforços para bloquear a Internet, verdadeira plataforma a partir da qual operariam os oposicionistas.
Este facto vem revelar a importância cada vez maior da Rede Global nas estratégias de oposição ao regime político , nomeadamente na mobilização das pessoas. Não admira, por isso, as preocupações do regime quanto ao seu controle e bloqueamento.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Eleições... dia seguinte
Ontem houve eleições para o Parlamento Europeu. Em Portugal e em todo o espaço da União Europeia. Em Portugal, dizem os jornais de hoje, para além da vitória relativa do PSD, da derrota, concomitante, do PS e da continuação da subida do Bloco de Esquerda, o nível da abstenção rondou os 63%, acima de 2004, quando a abastenção do eleitorado chegou aos 61.25%.
Já no que se refere ao panorama global europeu, é Teresa de Sousa que, no seu artigo de opinião «Direita ganha mas Europa perde», nos diz que a Europa foi também «um grande derrotado das eleições europeias». E porquê? Responde aquela jornalista que tal se deveu em boa medida por o tema «Europa» ter estado ausente da campanha, mas também «porque uma maioria de eleitores decidiu não votar».
Mas Teresa de Sousa vai mais fundo ao afirmar que nestas eleições europeias estava em jogo, entre muitas outras coisas, «o desencanto crescente dos eleitores com a Europa e com as elites políticas que os governam».
Venceu o chamado «centro-direita na Europa. mas, a meu ver, o que deveria merecer a profunda reflexão dos europeus, dos cidadãos, dos intelectuais e dos políticos, é esse tal «desencanto» evidenciado de forma crescente pelos cidadãos europeus não apenas com os rumos da «União» mas, muito principalmente, com a «elites» governantes.
Trata-se de um tema recorrente para os observadores e comentadores políticos o tal «desencanto» com os mpolíticos. No entanto, a verdade é que não se vê ninguém a procurar, pela reflexão e pelo debate, as razões mais profundas desta crise de confiança dos cidadãos na «política» e nos políticos.
O que se estará a passar, de facto neste campo? Assistiremos, acaso, a um mero fenómeno conjuntural, associado à crise económica e social que ataca a Europa e todo o Mundo? Ou o mal é muito mais profundo e, digamo-lo sem receio, existe o medo de o diagnosticar em todas as suas vertentes, ponto de partida indispensável para encontrar os remédios?
A título de modesto contributo para o debate desta matéria, questionaria se não estaremos a testemunhar uma crise profundíssima de cariz civilizacional - como tanto gosta de referir o dr. Mário Soares, que, no entanto, não nos diz mais do que isso mesmo - a qual, atingindo sistemicamente a configuração das formações sociais, vai mais fundo, tocando gravemente na questão chamada «ambiental» ( que, por sua vez, vai obrigar a rever as relações fundamentais entre o Homem e os outros seres vivos do Planeta) e, muito profundamente, na questão de fundo da «Política» e do seu estatuto de instância eminentemente relacional-hu
mana, como a única capaz de dar sentido à vida dos povos. Por outras palavras, não será que esta «crise da política» e o «desencanto» com os políticos não é o reflexo, enfim, do seu definhamento acentuado, levando consigo à emergência desse «monstro» que é a existência de uma «classe política» e à redução dos homens e das mulheres ao seu único papel de PRODUTORES E CONSUMIDORES?
Já no que se refere ao panorama global europeu, é Teresa de Sousa que, no seu artigo de opinião «Direita ganha mas Europa perde», nos diz que a Europa foi também «um grande derrotado das eleições europeias». E porquê? Responde aquela jornalista que tal se deveu em boa medida por o tema «Europa» ter estado ausente da campanha, mas também «porque uma maioria de eleitores decidiu não votar».
Mas Teresa de Sousa vai mais fundo ao afirmar que nestas eleições europeias estava em jogo, entre muitas outras coisas, «o desencanto crescente dos eleitores com a Europa e com as elites políticas que os governam».
Venceu o chamado «centro-direita na Europa. mas, a meu ver, o que deveria merecer a profunda reflexão dos europeus, dos cidadãos, dos intelectuais e dos políticos, é esse tal «desencanto» evidenciado de forma crescente pelos cidadãos europeus não apenas com os rumos da «União» mas, muito principalmente, com a «elites» governantes.
Trata-se de um tema recorrente para os observadores e comentadores políticos o tal «desencanto» com os mpolíticos. No entanto, a verdade é que não se vê ninguém a procurar, pela reflexão e pelo debate, as razões mais profundas desta crise de confiança dos cidadãos na «política» e nos políticos.
O que se estará a passar, de facto neste campo? Assistiremos, acaso, a um mero fenómeno conjuntural, associado à crise económica e social que ataca a Europa e todo o Mundo? Ou o mal é muito mais profundo e, digamo-lo sem receio, existe o medo de o diagnosticar em todas as suas vertentes, ponto de partida indispensável para encontrar os remédios?
A título de modesto contributo para o debate desta matéria, questionaria se não estaremos a testemunhar uma crise profundíssima de cariz civilizacional - como tanto gosta de referir o dr. Mário Soares, que, no entanto, não nos diz mais do que isso mesmo - a qual, atingindo sistemicamente a configuração das formações sociais, vai mais fundo, tocando gravemente na questão chamada «ambiental» ( que, por sua vez, vai obrigar a rever as relações fundamentais entre o Homem e os outros seres vivos do Planeta) e, muito profundamente, na questão de fundo da «Política» e do seu estatuto de instância eminentemente relacional-hu
mana, como a única capaz de dar sentido à vida dos povos. Por outras palavras, não será que esta «crise da política» e o «desencanto» com os políticos não é o reflexo, enfim, do seu definhamento acentuado, levando consigo à emergência desse «monstro» que é a existência de uma «classe política» e à redução dos homens e das mulheres ao seu único papel de PRODUTORES E CONSUMIDORES?
sábado, 9 de maio de 2009
Dos jornais...para meditar
Do Público de hoje:
O Economista Stiglitz, que foi prémio Nobel da Economia afirmou, numa conferência em Lisboa, que «A doutrina de direita sobre a forma como funciona a economia de mercado falhou completamente. Aliás, para mim, como economista, isso sempre foi apenas uma ideologia, não um produto da ciência económica».
Nada, no essencial, que não me tivesse aflorado já, várias vezes, nas minhas meditações.Mas o importante é retirar daqui todas as ilações, não apenas teóricas, mas sobretudo práticas para o futuro dos povos.
Stiglitz fez ainda outra afirmação contundente: o que houve, nos últimos anos, na vigência do neo-liberalismo selvagem, fou «uma luta de classes contra os mais pobres». Falou ainda em «depravação moral» e de «corrupção ao estilo americano», um pouco por todo o mundo.
O Público transcreve, como lhe é habitual, excertos de textos de opinião publicados em outros jornais de ontem. Assim, António Nogueira Leite, no Correio da Manhã, defende que «a sociedade civil tem a obrigação de promover organismos independentes que avaliem as políticas públicas». Está, decerto, a referir-se á necessidade incontornável de serem criados mecanismos da sociedade civil que controlem os gastos do Estado, nomeadamente em obras públicas.
A meu ver, esse controlo não deveria fazer-se apenas ao nível financeiro, mas também à oportunidade e necessidade das próprias obras públicas a levar a cabo pelo Estado. Por exemplo, sobre o TGV, o Aeroporto, etc.
Por sua vez, Fernando Sobral, escreve no Jornal de Negócios de ontem, reportando-se ao « mal português, que o «grande problema, o maior de todos, continua a ser o bloqueio central que afecta Portugal há muitos anos».
Não sei se interpreto correctamente o pensamento de Fernando Sobral, tanto mais que não li o texto integralmente. Mas, considero que um dos bloqueios principais que existe na sociedade portuguesa é a anomia e a passividade da sociedade civil. Isto diz respeito a todos e a cada um de nós. Resta ver de que forma sair desta situação. A aposta forte na acção cultural, a todos os níveis da sociedade, é a via fundamental.
Leituras: neste momento, além das leituras indispensáveis para o Volume III do meu livro, estou a ler Razão e Império e Trabalho- Um valor em Vias de Extinção. Só aparentemente é que estes dois livros não se complementam um ao outro. Em Razão e Império trata-se de uma abordagem demolidora da chamada Razão Ocidental e não só, mas também da História da dominação imperial fundamentada na Verdade Transcendental e Absoluta. A Ciência Moderna, tal como a própria Filosofia Moderna - e também a grega com o Platonismo - assentam, nos seus fundamentos, na dominação: dominação da natureza e do Homem.
E o próprio Trabalho, tal como o conhecemos nas nossas sociedades, sendo fruto da Ciência e da Filosofia Modernas, mais não será do que uma forma de dominação da Natureza e do próprio Homem.
Duas leituras indissociáveis.
O Economista Stiglitz, que foi prémio Nobel da Economia afirmou, numa conferência em Lisboa, que «A doutrina de direita sobre a forma como funciona a economia de mercado falhou completamente. Aliás, para mim, como economista, isso sempre foi apenas uma ideologia, não um produto da ciência económica».
Nada, no essencial, que não me tivesse aflorado já, várias vezes, nas minhas meditações.Mas o importante é retirar daqui todas as ilações, não apenas teóricas, mas sobretudo práticas para o futuro dos povos.
Stiglitz fez ainda outra afirmação contundente: o que houve, nos últimos anos, na vigência do neo-liberalismo selvagem, fou «uma luta de classes contra os mais pobres». Falou ainda em «depravação moral» e de «corrupção ao estilo americano», um pouco por todo o mundo.
O Público transcreve, como lhe é habitual, excertos de textos de opinião publicados em outros jornais de ontem. Assim, António Nogueira Leite, no Correio da Manhã, defende que «a sociedade civil tem a obrigação de promover organismos independentes que avaliem as políticas públicas». Está, decerto, a referir-se á necessidade incontornável de serem criados mecanismos da sociedade civil que controlem os gastos do Estado, nomeadamente em obras públicas.
A meu ver, esse controlo não deveria fazer-se apenas ao nível financeiro, mas também à oportunidade e necessidade das próprias obras públicas a levar a cabo pelo Estado. Por exemplo, sobre o TGV, o Aeroporto, etc.
Por sua vez, Fernando Sobral, escreve no Jornal de Negócios de ontem, reportando-se ao « mal português, que o «grande problema, o maior de todos, continua a ser o bloqueio central que afecta Portugal há muitos anos».
Não sei se interpreto correctamente o pensamento de Fernando Sobral, tanto mais que não li o texto integralmente. Mas, considero que um dos bloqueios principais que existe na sociedade portuguesa é a anomia e a passividade da sociedade civil. Isto diz respeito a todos e a cada um de nós. Resta ver de que forma sair desta situação. A aposta forte na acção cultural, a todos os níveis da sociedade, é a via fundamental.
Leituras: neste momento, além das leituras indispensáveis para o Volume III do meu livro, estou a ler Razão e Império e Trabalho- Um valor em Vias de Extinção. Só aparentemente é que estes dois livros não se complementam um ao outro. Em Razão e Império trata-se de uma abordagem demolidora da chamada Razão Ocidental e não só, mas também da História da dominação imperial fundamentada na Verdade Transcendental e Absoluta. A Ciência Moderna, tal como a própria Filosofia Moderna - e também a grega com o Platonismo - assentam, nos seus fundamentos, na dominação: dominação da natureza e do Homem.
E o próprio Trabalho, tal como o conhecemos nas nossas sociedades, sendo fruto da Ciência e da Filosofia Modernas, mais não será do que uma forma de dominação da Natureza e do próprio Homem.
Duas leituras indissociáveis.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Diário
Colhi do jornal Público de hoje alguns extractos que considero muito significativos. Ei-los:
(citando Eça de Queirós, 1871): «O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. (...). A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia».
Francisco Sarsfield Cabral fala, em artigo seu, da actualidade da Doutrina Social da Igreja, como «doutrina para o século XXI».
«Portugal está a ser dirigido por medíocres», escreveu Medina Carreira, no Correio da Manhã.
E eis este naco curioso do Editorial do Diário de Notícias:
« A revolução, nos dias que correm, já não se pode fazer apenas puxando as lapelas dos casacos dos políticos. Faz-se...fazendo, agindo, imaginado outro futuro», numa alusão, certamente, às agressões perpetradas sobre Vital Moreira, na manifestação do 1.º de Maio, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Morreu Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido. Segundo ele, todos podemos fazer teatro. E: «hoje, todas as formas de expressão e comunicação estão nas mãos dos opressores». Ainda segundo Boal, «a televisão oferece um crime estético». A metodologia dramatúrgica de Augusto Boal assentava na luta dos oprimidos pela palavra, pelo som e pela imagem.
(citando Eça de Queirós, 1871): «O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. (...). A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia».
Francisco Sarsfield Cabral fala, em artigo seu, da actualidade da Doutrina Social da Igreja, como «doutrina para o século XXI».
«Portugal está a ser dirigido por medíocres», escreveu Medina Carreira, no Correio da Manhã.
E eis este naco curioso do Editorial do Diário de Notícias:
« A revolução, nos dias que correm, já não se pode fazer apenas puxando as lapelas dos casacos dos políticos. Faz-se...fazendo, agindo, imaginado outro futuro», numa alusão, certamente, às agressões perpetradas sobre Vital Moreira, na manifestação do 1.º de Maio, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Morreu Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido. Segundo ele, todos podemos fazer teatro. E: «hoje, todas as formas de expressão e comunicação estão nas mãos dos opressores». Ainda segundo Boal, «a televisão oferece um crime estético». A metodologia dramatúrgica de Augusto Boal assentava na luta dos oprimidos pela palavra, pelo som e pela imagem.
Valores subordinados e valores subordinantes
Da cultura do nosso tempo, fazem parte os valores da Eficácia e da Eficiência. Estes valores surgem frequentemente na ribalta dos discursos tecnocráticos, economicistas e até no discurso político. E não deixam de ganhar a concordância e até o aplauso da maioria, quase sempre incauta e pouco atenta aos aspectos essenciais das questões.
Um desses aspectos essenciais, no que concerne aos ditos valores, diz respeito à questão de saber se a Eficácia e a Eficiência - que são inquestionavelmente valores - devem colocar-se na posição de valores subordinantes ou na posição de valores subordinados.
Trata-se, sem qualquer dúvida, de uma questão decisiva, com repercussões na economia, no ambiente e nos variados domínios e áreas de intervenção da política.
Um desses aspectos essenciais, no que concerne aos ditos valores, diz respeito à questão de saber se a Eficácia e a Eficiência - que são inquestionavelmente valores - devem colocar-se na posição de valores subordinantes ou na posição de valores subordinados.
Trata-se, sem qualquer dúvida, de uma questão decisiva, com repercussões na economia, no ambiente e nos variados domínios e áreas de intervenção da política.
sábado, 2 de maio de 2009
Contigo Amigo
Amigo
A Hora é dolorosa mas
é contigo
que quero a esperança
Toma a minha mão
Dá-me o teu sorriso
de esperança feito
no amor partilhado
A Hora é dolorosa mas
é contigo
que quero a esperança
Toma a minha mão
Dá-me o teu sorriso
de esperança feito
no amor partilhado
Problemas maiores da Agenda Mundial
O que dia a dia vem até nós, via meios de comunicação social ou através de leituras em livros e revistas, leva a uma definição dos problemas maiores da agenda mundial. O seu estudo, reflexão e busca de meios e formas de acção constitui a obrigação moral de todos.
1- Problemas da Casa Comum- a Terra. Alterações climáticas, poluição, crise dos solos, escassez de alguns recursos minerais, fósseis, agrícolas, marítimos.Sem esquecer a água!
2- Problemas da Humanidade: problema demográfico ( como enfrentá-
-lo?). Sustentabilidade da família humana, base da dignidade essencial de cada pessoa e condição indispensável para a realização do potencial humano de cada um e de todos.
3- Problema energético. Inclui a delicada questão da energia nuclear.
4- A problemática associada à Biotecnologia.
Na ordem do dia estão o estudo, a reflexão e a busca dos meios e instrumentos de acção necessários para resolver todos estes problemas. Todos somos chamados a este verdadeiro e decisivo desafio que poderá condicionar o futuro da Terra e do próprio Homem.Uma nova geração de líderes, com vocação autenticamente profética, é precisa. Os actuais estão velhos, envelhecidos e por demasia viciados no actual sistema e no actual estado de coisas.
1- Problemas da Casa Comum- a Terra. Alterações climáticas, poluição, crise dos solos, escassez de alguns recursos minerais, fósseis, agrícolas, marítimos.Sem esquecer a água!
2- Problemas da Humanidade: problema demográfico ( como enfrentá-
-lo?). Sustentabilidade da família humana, base da dignidade essencial de cada pessoa e condição indispensável para a realização do potencial humano de cada um e de todos.
3- Problema energético. Inclui a delicada questão da energia nuclear.
4- A problemática associada à Biotecnologia.
Na ordem do dia estão o estudo, a reflexão e a busca dos meios e instrumentos de acção necessários para resolver todos estes problemas. Todos somos chamados a este verdadeiro e decisivo desafio que poderá condicionar o futuro da Terra e do próprio Homem.Uma nova geração de líderes, com vocação autenticamente profética, é precisa. Os actuais estão velhos, envelhecidos e por demasia viciados no actual sistema e no actual estado de coisas.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Contributos para o Futuro/Presente
Apenas de forma avulsa, sem preocupações de método expositivo formal e sem qualquer propósito de sistematicidade, diria que considero indispensável, na configuração de uma alternativa que sustente o Planeta - a nossa Casa Comum - e a Humanidade - a Família Humana - levar em linha de conta:
- o factor ecológico nas suas diversas e conexas vertentes;
- a garantia de que toda a população da Terra terá assegurada a sua sustentação vital, condição indispensável para que cada ser humano possa realizar na plenitude as potências do seu ser;
- uma economia assente basicamente em três pilares: um sector privado; um sector público, um sector comum e um sector social (economia social). Estes sectores económicos deverão ter em comum os dois factores anteriormente focados (questão ecológica e sustentabilidade humana);
- recuperação da política no sentido de que esta tem de ser devolvida às pessoas, às comunidades locais e nacionais.Temos de acabar com essa coisa monstruosa da chamada «classe política», que tudo pensa, tudo decide e tudo manda. Entendo que a tão badalada «Reforma Política» tem de passar pelo fim desta verdadeira "Confiscação da Política» por uma minoria, por essa «classe política». Não vivemos apenas perante uma «confiscação do Estado»: estamos igualmente face a uma verdadeira Confiscação da política enquanto arte nobre de condução da polis;
- tudo o que está dito atrás, implica, entretanto, o repensar da importância e do peso - quase esmagador, insuportável, diria tirânico - do "trabalho" nas nossas vidas.
- o factor ecológico nas suas diversas e conexas vertentes;
- a garantia de que toda a população da Terra terá assegurada a sua sustentação vital, condição indispensável para que cada ser humano possa realizar na plenitude as potências do seu ser;
- uma economia assente basicamente em três pilares: um sector privado; um sector público, um sector comum e um sector social (economia social). Estes sectores económicos deverão ter em comum os dois factores anteriormente focados (questão ecológica e sustentabilidade humana);
- recuperação da política no sentido de que esta tem de ser devolvida às pessoas, às comunidades locais e nacionais.Temos de acabar com essa coisa monstruosa da chamada «classe política», que tudo pensa, tudo decide e tudo manda. Entendo que a tão badalada «Reforma Política» tem de passar pelo fim desta verdadeira "Confiscação da Política» por uma minoria, por essa «classe política». Não vivemos apenas perante uma «confiscação do Estado»: estamos igualmente face a uma verdadeira Confiscação da política enquanto arte nobre de condução da polis;
- tudo o que está dito atrás, implica, entretanto, o repensar da importância e do peso - quase esmagador, insuportável, diria tirânico - do "trabalho" nas nossas vidas.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Meditação do dia...
Ocorre que estamos a desistir...Mas não podemos!
Se o termo «compromisso» ainda tem algum significado, então este é o tempo do compromisso. Substantivo.
A crise global, económica, social, política e ambiental, veio, de certo modo, espantar as nossas certezas e também a crença de um progresso sem fim, prometendo os «amanhãs que cantam» da abundância, do consumismo sem limites, facilitados por demagógicas e (sabemo-lo agora) mentirosas campanhas dos «gurus» do sistema.
Vivemos um tempo que eu apelido de «espanto», para além da angústia que resulta do fim daquelas «certezas».
Mas, como dizem os filósofos, o «espanto» é o ponto de partida de todo o filosofar, que é como quem diz, de todo o «questionar». Este é o tempo do «questionar». Tudo, até aos seus fundamentos últimos. Sem medo.
Temos perante nós este desafio, que é, ao mesmo tempo, angustiante e palpitante: enfrentar o fim das certezas e perspectivas nas quais investimos as nossas vidas e os nossos sonhos ( nomeadamente o investimento que muitos de nós fizemos na chamada «sociedade da abundância»), e procurar, a partir daí, o futuro que, juntamente com os nossos filhos e toda a juventude urge construir. Se naquele «enfrentar» reside a angústia, no «procurar» está a esperança.
Na certeza de que o futuro é possível. Pelo menos.
Se o termo «compromisso» ainda tem algum significado, então este é o tempo do compromisso. Substantivo.
A crise global, económica, social, política e ambiental, veio, de certo modo, espantar as nossas certezas e também a crença de um progresso sem fim, prometendo os «amanhãs que cantam» da abundância, do consumismo sem limites, facilitados por demagógicas e (sabemo-lo agora) mentirosas campanhas dos «gurus» do sistema.
Vivemos um tempo que eu apelido de «espanto», para além da angústia que resulta do fim daquelas «certezas».
Mas, como dizem os filósofos, o «espanto» é o ponto de partida de todo o filosofar, que é como quem diz, de todo o «questionar». Este é o tempo do «questionar». Tudo, até aos seus fundamentos últimos. Sem medo.
Temos perante nós este desafio, que é, ao mesmo tempo, angustiante e palpitante: enfrentar o fim das certezas e perspectivas nas quais investimos as nossas vidas e os nossos sonhos ( nomeadamente o investimento que muitos de nós fizemos na chamada «sociedade da abundância»), e procurar, a partir daí, o futuro que, juntamente com os nossos filhos e toda a juventude urge construir. Se naquele «enfrentar» reside a angústia, no «procurar» está a esperança.
Na certeza de que o futuro é possível. Pelo menos.
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