Ocorre que estamos a desistir...Mas não podemos!
Se o termo «compromisso» ainda tem algum significado, então este é o tempo do compromisso. Substantivo.
A crise global, económica, social, política e ambiental, veio, de certo modo, espantar as nossas certezas e também a crença de um progresso sem fim, prometendo os «amanhãs que cantam» da abundância, do consumismo sem limites, facilitados por demagógicas e (sabemo-lo agora) mentirosas campanhas dos «gurus» do sistema.
Vivemos um tempo que eu apelido de «espanto», para além da angústia que resulta do fim daquelas «certezas».
Mas, como dizem os filósofos, o «espanto» é o ponto de partida de todo o filosofar, que é como quem diz, de todo o «questionar». Este é o tempo do «questionar». Tudo, até aos seus fundamentos últimos. Sem medo.
Temos perante nós este desafio, que é, ao mesmo tempo, angustiante e palpitante: enfrentar o fim das certezas e perspectivas nas quais investimos as nossas vidas e os nossos sonhos ( nomeadamente o investimento que muitos de nós fizemos na chamada «sociedade da abundância»), e procurar, a partir daí, o futuro que, juntamente com os nossos filhos e toda a juventude urge construir. Se naquele «enfrentar» reside a angústia, no «procurar» está a esperança.
Na certeza de que o futuro é possível. Pelo menos.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
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