Um dos argumentos factuais invocados pelos próceres da Globalização que temos é o de que com ela e graças a ela milhões de pessoas no mundo passaram a ser alimentadas. Haveria menos fome no mundo, portanto.
É óbvio que devemos congratular-nos com esse facto, embora sujeitando-o, através do recurso à dúvida metódica, constantemente à análise. Até porque, dados mais recentes, têm vindo a dar razão àqueles que questionam a filosofia que tem presidido ao processo da globalização em todas as suas vertentes, conduzida, praticamente, por uma organização global: a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Porém, e mantendo o reconhecimento de que é positivo e é bom que haja menos gente com fome no mundo, importa colocar uma outra questão de fundo: será que a única esperança para milhões e milhões de homens e de mulheres da nossa Humanidade consiste unicamente em nascer para comer? Haverá esperança para algo mais?
quarta-feira, 16 de julho de 2008
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