A sua figura é hoje recordada pelo seu «Pró-Memória», a chamada "carta" a Salazar. Escrito em 1958, faz hoje precisamente cinquenta anos.
Mais do que um texto polémico, que abalou o regime do Estado Novo, o «Pró-Memória» abalou e despertou as consciências, católicas e não só.
Tive a honra de conhecer D. António Ferreira Gomes. Sendo, nessa altura, ainda muito jovem, não conferi, nesse tempo, até por muitos desconhecimentos e muita ingenuidade, o verdadeiro valor à experiência. Hoje, que conheço melhor não apenas a figura, mas ainda uma boa parte da sua obra, não tenho dúvidas em afirmar que, entre muitas outras das suas qualidades como homem, como bispo e como intelectual e humanista, figura a sua imensa CORAGEM. Neste aspecto, foi, sem qualquer dúvida, um homem de grande coragem.
Penso ainda que D. António Ferreira Gomes, a sua figura e a sua obra, permanece actual, profundamente actual, numa época de demissões individuais e colectivas, de "encostos" confortáveis, de subordinações oportunistas. A frase que D.António Ferreira Gomes um dia mandou afixar na entrada do Seminário de Vilar, que frequentei, mantém, hoje mais do que nunca, o seu potencial pedagógico: «De joelhos diante de Deus! De pé diante dos homens!»
domingo, 13 de julho de 2008
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