Do Público de hoje:
O Economista Stiglitz, que foi prémio Nobel da Economia afirmou, numa conferência em Lisboa, que «A doutrina de direita sobre a forma como funciona a economia de mercado falhou completamente. Aliás, para mim, como economista, isso sempre foi apenas uma ideologia, não um produto da ciência económica».
Nada, no essencial, que não me tivesse aflorado já, várias vezes, nas minhas meditações.Mas o importante é retirar daqui todas as ilações, não apenas teóricas, mas sobretudo práticas para o futuro dos povos.
Stiglitz fez ainda outra afirmação contundente: o que houve, nos últimos anos, na vigência do neo-liberalismo selvagem, fou «uma luta de classes contra os mais pobres». Falou ainda em «depravação moral» e de «corrupção ao estilo americano», um pouco por todo o mundo.
O Público transcreve, como lhe é habitual, excertos de textos de opinião publicados em outros jornais de ontem. Assim, António Nogueira Leite, no Correio da Manhã, defende que «a sociedade civil tem a obrigação de promover organismos independentes que avaliem as políticas públicas». Está, decerto, a referir-se á necessidade incontornável de serem criados mecanismos da sociedade civil que controlem os gastos do Estado, nomeadamente em obras públicas.
A meu ver, esse controlo não deveria fazer-se apenas ao nível financeiro, mas também à oportunidade e necessidade das próprias obras públicas a levar a cabo pelo Estado. Por exemplo, sobre o TGV, o Aeroporto, etc.
Por sua vez, Fernando Sobral, escreve no Jornal de Negócios de ontem, reportando-se ao « mal português, que o «grande problema, o maior de todos, continua a ser o bloqueio central que afecta Portugal há muitos anos».
Não sei se interpreto correctamente o pensamento de Fernando Sobral, tanto mais que não li o texto integralmente. Mas, considero que um dos bloqueios principais que existe na sociedade portuguesa é a anomia e a passividade da sociedade civil. Isto diz respeito a todos e a cada um de nós. Resta ver de que forma sair desta situação. A aposta forte na acção cultural, a todos os níveis da sociedade, é a via fundamental.
Leituras: neste momento, além das leituras indispensáveis para o Volume III do meu livro, estou a ler Razão e Império e Trabalho- Um valor em Vias de Extinção. Só aparentemente é que estes dois livros não se complementam um ao outro. Em Razão e Império trata-se de uma abordagem demolidora da chamada Razão Ocidental e não só, mas também da História da dominação imperial fundamentada na Verdade Transcendental e Absoluta. A Ciência Moderna, tal como a própria Filosofia Moderna - e também a grega com o Platonismo - assentam, nos seus fundamentos, na dominação: dominação da natureza e do Homem.
E o próprio Trabalho, tal como o conhecemos nas nossas sociedades, sendo fruto da Ciência e da Filosofia Modernas, mais não será do que uma forma de dominação da Natureza e do próprio Homem.
Duas leituras indissociáveis.
sábado, 9 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Diário
Colhi do jornal Público de hoje alguns extractos que considero muito significativos. Ei-los:
(citando Eça de Queirós, 1871): «O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. (...). A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia».
Francisco Sarsfield Cabral fala, em artigo seu, da actualidade da Doutrina Social da Igreja, como «doutrina para o século XXI».
«Portugal está a ser dirigido por medíocres», escreveu Medina Carreira, no Correio da Manhã.
E eis este naco curioso do Editorial do Diário de Notícias:
« A revolução, nos dias que correm, já não se pode fazer apenas puxando as lapelas dos casacos dos políticos. Faz-se...fazendo, agindo, imaginado outro futuro», numa alusão, certamente, às agressões perpetradas sobre Vital Moreira, na manifestação do 1.º de Maio, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Morreu Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido. Segundo ele, todos podemos fazer teatro. E: «hoje, todas as formas de expressão e comunicação estão nas mãos dos opressores». Ainda segundo Boal, «a televisão oferece um crime estético». A metodologia dramatúrgica de Augusto Boal assentava na luta dos oprimidos pela palavra, pelo som e pela imagem.
(citando Eça de Queirós, 1871): «O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. (...). A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia».
Francisco Sarsfield Cabral fala, em artigo seu, da actualidade da Doutrina Social da Igreja, como «doutrina para o século XXI».
«Portugal está a ser dirigido por medíocres», escreveu Medina Carreira, no Correio da Manhã.
E eis este naco curioso do Editorial do Diário de Notícias:
« A revolução, nos dias que correm, já não se pode fazer apenas puxando as lapelas dos casacos dos políticos. Faz-se...fazendo, agindo, imaginado outro futuro», numa alusão, certamente, às agressões perpetradas sobre Vital Moreira, na manifestação do 1.º de Maio, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Morreu Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido. Segundo ele, todos podemos fazer teatro. E: «hoje, todas as formas de expressão e comunicação estão nas mãos dos opressores». Ainda segundo Boal, «a televisão oferece um crime estético». A metodologia dramatúrgica de Augusto Boal assentava na luta dos oprimidos pela palavra, pelo som e pela imagem.
Valores subordinados e valores subordinantes
Da cultura do nosso tempo, fazem parte os valores da Eficácia e da Eficiência. Estes valores surgem frequentemente na ribalta dos discursos tecnocráticos, economicistas e até no discurso político. E não deixam de ganhar a concordância e até o aplauso da maioria, quase sempre incauta e pouco atenta aos aspectos essenciais das questões.
Um desses aspectos essenciais, no que concerne aos ditos valores, diz respeito à questão de saber se a Eficácia e a Eficiência - que são inquestionavelmente valores - devem colocar-se na posição de valores subordinantes ou na posição de valores subordinados.
Trata-se, sem qualquer dúvida, de uma questão decisiva, com repercussões na economia, no ambiente e nos variados domínios e áreas de intervenção da política.
Um desses aspectos essenciais, no que concerne aos ditos valores, diz respeito à questão de saber se a Eficácia e a Eficiência - que são inquestionavelmente valores - devem colocar-se na posição de valores subordinantes ou na posição de valores subordinados.
Trata-se, sem qualquer dúvida, de uma questão decisiva, com repercussões na economia, no ambiente e nos variados domínios e áreas de intervenção da política.
sábado, 2 de maio de 2009
Contigo Amigo
Amigo
A Hora é dolorosa mas
é contigo
que quero a esperança
Toma a minha mão
Dá-me o teu sorriso
de esperança feito
no amor partilhado
A Hora é dolorosa mas
é contigo
que quero a esperança
Toma a minha mão
Dá-me o teu sorriso
de esperança feito
no amor partilhado
Problemas maiores da Agenda Mundial
O que dia a dia vem até nós, via meios de comunicação social ou através de leituras em livros e revistas, leva a uma definição dos problemas maiores da agenda mundial. O seu estudo, reflexão e busca de meios e formas de acção constitui a obrigação moral de todos.
1- Problemas da Casa Comum- a Terra. Alterações climáticas, poluição, crise dos solos, escassez de alguns recursos minerais, fósseis, agrícolas, marítimos.Sem esquecer a água!
2- Problemas da Humanidade: problema demográfico ( como enfrentá-
-lo?). Sustentabilidade da família humana, base da dignidade essencial de cada pessoa e condição indispensável para a realização do potencial humano de cada um e de todos.
3- Problema energético. Inclui a delicada questão da energia nuclear.
4- A problemática associada à Biotecnologia.
Na ordem do dia estão o estudo, a reflexão e a busca dos meios e instrumentos de acção necessários para resolver todos estes problemas. Todos somos chamados a este verdadeiro e decisivo desafio que poderá condicionar o futuro da Terra e do próprio Homem.Uma nova geração de líderes, com vocação autenticamente profética, é precisa. Os actuais estão velhos, envelhecidos e por demasia viciados no actual sistema e no actual estado de coisas.
1- Problemas da Casa Comum- a Terra. Alterações climáticas, poluição, crise dos solos, escassez de alguns recursos minerais, fósseis, agrícolas, marítimos.Sem esquecer a água!
2- Problemas da Humanidade: problema demográfico ( como enfrentá-
-lo?). Sustentabilidade da família humana, base da dignidade essencial de cada pessoa e condição indispensável para a realização do potencial humano de cada um e de todos.
3- Problema energético. Inclui a delicada questão da energia nuclear.
4- A problemática associada à Biotecnologia.
Na ordem do dia estão o estudo, a reflexão e a busca dos meios e instrumentos de acção necessários para resolver todos estes problemas. Todos somos chamados a este verdadeiro e decisivo desafio que poderá condicionar o futuro da Terra e do próprio Homem.Uma nova geração de líderes, com vocação autenticamente profética, é precisa. Os actuais estão velhos, envelhecidos e por demasia viciados no actual sistema e no actual estado de coisas.
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